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Começa a segunda fase de vacinação contra o HPV

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(Foto: Divulgação)
Além das meninas com 9 a 11 anos, deverão ser vacinadas também 33,5 mil mulheres de 9 a 26 anos portadoras do vírus HIV. No ano passado, campanha de vacinação imunizou meninas de 11 a 13 anos contra o Papiloma Vírus Humano (HPV). Este ano é a vez daquelas de 9 a 11 anos. A campanha começou na segunda-feira (9), e conta com a parceria das secretarias estaduais e municipais de Saúde.Ao todo, 36 mil salas foram destinadas a esta vacinação para alcançar a meta de 80% do público alvo. Além das meninas com 9 a 11 anos, deverão ser vacinadas também 33,5 mil mulheres de 9 a 26 anos portadoras do vírus HIV.Elas são suscetíveis a complicações decorrentes do HPV, e têm probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer no colo do útero do que a população em geral.Parcerias com as escolas públicas e privadas são recomendadas, especialmente para o convencimento dos pais e responsáveis sobre a importância da vacina. É relevante informar que, por meio da vacinação, as meninas estarão protegidas e prevenidas contra o câncer do colo do útero, desde que cumpram o calendário que prevê três doses da vacina.CampanhaAs meninas que fazem parte da faixa etária anunciada devem procurar um posto de saúde ou de vacinação com o cartão de vacinação e o documento de identificação.Após a primeira dose, as meninas devem tomar a segunda depois de seis meses. A terceira é cinco anos após a primeira dose.Nesta campanha, as meninas de 11 a 13 anos que tomaram a primeira dose no ano passado podem aproveitar a oportunidade de se prevenir.Elas devem procurar um posto de saúde ou falar com a coordenação da escola para dar prosseguimento ao esquema vacinal.ProteçãoA vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual. Ela evita o câncer do colo do útero, terceiro tipo que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas do de mama e de brônquios e pulmões.O número de mortes por câncer do colo do útero no país aumentou 28,6% em 10 anos.Passou de 4.091 óbitos, em 2002, para 5.264, em 2012, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, publicação do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).