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Funcionários dizem que menina morreu imediatamente após remédio

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(Foto: Divulgação)
Samila, 5 anos, morreu após receber medicação, diz família A Polícia Civil já ouviu cerca de 20 funcionários da Santa Casa de Cassilândia, município distante 437 quilômetros de Campo Grande, onde a pequena Samilla Barbosa de Oliveira, de 5 anos, morreu após receber medicamento na veia, no dia 23 de agosto de 2014. Todos falaram que a criança morreu subitamente, imediatamente após a administração do medicamento. Os depoimentos coincidem com a versão do pai e da mãe, fala ao G1 o delegado Alexandro Mendes de Araújo.O hospital encaminhou ao G1 nota lamentando o ocorrido. Segundo a unidade, os medicamentos utilizados são de uso rotineiro pelos hospitais e a dose administrada estava dentro da recomendada em função do quadro clínico da paciente. Os frascos foram entregues à polícia. As demais unidades do mesmo lote foram usadas no fim de semana. A administração da Santa Casa abriu procedimento para apurar o ocorrido.De acordo com a autoridade policial, os funcionários que presenciaram a complicação na criança disseram também que cerca de um minuto depois da menina passar mal ela já estava sem batimentos cardíacos e que o médico anestesista entubou a paciente com facilidade.A polícia agora aguarda o resultado das análises nas ampolas do medicamento aplicado na menina e também o laudo necroscópico e de exame nas amostras de tecido recolhidos do corpo da criança. Segundo a perícia, esta análise vai indicar o que aconteceu com os órgãos de Samilla.O médico legista pediu a prorrogação do prazo para concluir o laudo.Os pais de Samilla já foram ouvidos informalmente e devem ser chamados para prestar depoimento, assim como pacientes que estavam na unidade de saúde.O casoA mãe da criança, a esteticista Alessandra Barbosa da Silva, de 35 anos, disse ao G1 que a filha reclamou de dor de garganta na quinta-feira (21) e tomou remédios em casa. No dia seguinda, vomitou, sentiu dores no abdômen, dificuldade de respiração e foi levada para o hospital. Foi atendida pelo médico plantonista e os exames, conforme Alessandra, indicaram alteração e irritação na garganta.No sábado, ainda na unidade de saúde, a menina foi atendida por pediatra, que receitou o antibiótico na veia. Segundo Alessandra, a filha não tinha febre e, antes de passar pelo especialista, comeu bolachas, pão de queijo, tomou chá de canela e pediu para não ficar internada.Na versão da esteticista, ao receber o medicamento, Samilla gritou de dor, ficou amarela e foi levada para o setor de urgência. Houve tentativa de reanimação, mas ela não reagiu.